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Gato Pardo

Para quem não conhecia, saiam enquanto é tempo...Para quem já conheceu, puxem duma cadeira...Vem aí a versão 2.0...

A estupidez começa, o povo aplaude e as massas ficam grudadas à televisão...

Diz-se que nunca se deve criticar algo do qual pouco ou nada se sabe.

Pessoalmente não concordo. Não conheço a Margarida Rebelo Pinto e é o prato do dia neste blog. Devia saber mais sobre o percurso literário dela? Não, tenho amor à minha parca sanidade mental.

O mesmo se passa com a Casa dos Segredos. Vejo? Não. Pretendo ver? Não. Conheço quem lá está? Não. O governo português devia pedir emprestado um drone aos EUA para estourar com aquela m*rda? Não. Era desperdício do dinheiro dos contribuintes.

Embora não tendo qualquer intenção de assistir ao dito programa (se é que pode ser apelidado de tal), é impossível passar ao lado do mesmo. Apenas e somente porque 90% das pessoas que se encontram no meu Facebook ontem não faziam mais nada senão comentar as mamas daquela, os abdominais daquele, a sigla BABES de fulano tal, as massagens que fulano beltrano já sacou...Bah!

Boys and girls, let me give you a newsflash...Existe vida para além da morte (sim, porque mentalmente falando, pelo que li aquilo é um buraco negro. Ok, ao que parece também há lá fulanas que são buracos negros. Engolem tudo à sua passagem...). Sério. Saiam da frente da televisão. Tentem respirar, é um exercício engraçado. Aliás, até tenho um exercício engraçado para vocês. Desliguem a imagem do programa e ouçam apenas o som. Depois venham-me dar o vosso feedback do quão fixe e engraçado e porreiro e super ri-fixe o programa é.

No fundo, parece que muitos portugueses têm uma alcoviteira com uma verruga gigantesca ao canto do lábio dentro deles. Só assim se explica o fascínio pelo voyeurismo da vida alheia (não que aquilo seja vida, são um bando de fulanos numa casa que se vão comer todos uns aos outros. Para isso, compro dois coelhos anões, uma camcorder e meto a gravar twenty four seven.).

É a silly season. Silly programs for silly people.

Não concordam? Shoot me. Este também é um silly blog with silly subjects. But for witty people. That's the whole f*cking difference.

Reflexão...ou não...

Supostamente, hoje era um dia de reflexão.

Caguei no assunto.

Os coletes reflectores não combinam nada bem com a cor dos meus olhos...Lamento, sou péssimo a seguir regras pré definidas!

Bem, não é inteiramente verdade. Reflecti sobre o preço do gasóleo, se na compra de três queijos de Azeitão devia haver uma caixa de tortas de oferta e se a quantidade de tabaco que já fumei na vida me permite poupar um balúrdio de dinheiro em sacas de carvão simplesmente soprando para a churrasqueira... Isso sim, são coisa dignas sobre as quais o ser felino deve reflectir...

E já agora...Refletir ou reflectir? Chiça, tou todo queimado da tola...

Amigo não empata amigo. Mas pelos vistos "empalar" já é outra história...

Almoçava eu hoje descansado a minha moqueca de camarão e passa-me pelos orifícios auriculares a seguinte afirmação da mesa ao lado.

 

- Não, está provado cientificamente. É impossível um homem e uma mulher serem verdadeiros amigos sem acabaram enrolados um no outro.

 

É curioso que já não é a primeira vez que ouço semelhante afirmação mas da última vez eram dois homens a discutir o argumento. Agora foram duas mulheres. E mais curioso ainda, mantenho a mesma opinião que tinha desde a última vez (e já lá vão uns anos).

Bull...Shit...

Os meus melhores amigos são mulheres. Nunca nos enrolámos apesar de rebentarem a escala de Richter quer na vertente física como intelectual (e quem me conhece, sabe o quanto eu prezo mulheres inteligentes). Nem vai acontecer. Prezamos demasiado algo bem mais importante que umas horas de destilação corporal e traumas auditivos para a vizinhança.

São fulcrais na minha existência. Atenuam os momentos maus, potencializam a minha loucura e têm um sentido de humor substancialmente mais javardolas que o meu. E sim, todos nós sem excepção gostamos de sexo. Simplesmente não o praticamos uns com os outros. Acho que em grupo, o máximo que fizemos foi jantaradas e umas quantas pielas o que não é de todo considerado uma orgia.

Existe uma diferença entre true friends e friends with benefits. E os benefícios não são fiscais, para os totós que não pescam um corrno do que estou aqui a escrever. A questão é simples. Amigos verdadeiros não se comem, estimam-se (ok, eu sei que isto soa um bocado a Holocausto Canibal mas stay with me). Amigos com benefícios f*dem-se mas inevitavelmente f*dem a suposta amizade também. Duas massas não podem ocupar o mesmo espaço físico (ok, visto que estamos a abordar sexo isso é bastante relativo. Já estive em espaços físicos reduzidos em que éramos dois a ocupar o dito e tudo correu bem. Obrigado, Tap Air Portugal...).

Dou graças aos céus por ter verdadeiras amigas e nenhum de nós ter interesse em ter um encontro imediato com o estuque de um quarto de hotel. Há valores mais altos que se levantam (sim, eu sei que vocês neste exacto momento estão a pensar em piadas de mastros alçados...Não neguem, conheço-vos melhores que as vossas mães, querido(a)s leitore(a)s). Principalmente o facto de sermos espécimes únicos, incompreendidos e estarmos à espera que esta gaita (ahahahah, gaita...did it again...) toda estoure para dominarmos o mundo.

 



Power

"Quanto maior o poder, mais perigoso é o abuso."

 

Autor - Edmund Burke




Cada vez mais me conveço que o único gajo que sabia lidar com ele era o He-Man ou os Power Rangers.

(Sim, é uma piada infantil mas mesmo assim, apenas ao alcance de poucos.)

Sunday, carwash sunday...

Os meus domingos costumam ser dias razoavelmente atípicos.

A começar porque por norma, só tomo consciência deles a partir da tarde. Hoje não foi o caso. Acordei, penteei os dentes, escovei a cara e lavei o cabelo, andei meia hora feito zombie a tentar descobrir a porta do quarto e fui beber café sem não antes insultar o sacana do cão do vizinho de baixo que ronca feito um tractor e me faz sonhar com o Farmville.

Já com os índices de cafeína no red line, decidi pela primeira vez em três meses ir lavar o carro. Não só porque começavam a nascer cogumelos (infelizmente, com aparência pouco comestíveis) junto à matrícula mas porque as 3 camadas de pó que ele tinha já me impediam de ler as 6 vezes que me escreveram no vidro traseiro a palavra "lava-me"...

Lá fui eu todo pimpão. Domingo é sempre sinal de fila, malta que aproveita a pré lavagem para ler os jornais desportivos ou fumar um cigarro. Isso é habitual. Não é habitual é ver duas senhoras (cada uma no seu carro) que nitidamente foram arranjar o cabelo aquela manhã decidirem colocar a conversa em dia ali e entupirem aquilo tudo.

Tinha 3 carros à frente, sendo que dois eram das aves raras mencionadas. O outro gajo já se estava a passar. Apitava, esbracejava, pouco faltava para arrancar o volante à dentada e atirá-lo a elas. E elas impávidas. Na altura pensei que pudessem ter morrido ali mesmo mas desejei que não. Queria mesmo lavar o carro e não me dava jeito nenhum dois cadáveres ali no caminho a chatear.

Uma hora e meia para lavar o carro distribuídos da seguinte forma. 10 minutos a lavar, 40 minutos as senhoras a palrar e 40 minutos o outro gajo a espumar (com alguns intervalos para fumar, porque não ia ficar a assistir ao filme dentro do carro. Estava-se tão bem ao ar livre).

Moral da história? Tenho de comprar um daqueles carros novos que conduzem-se sozinhos.

 

Aviso à navegação

O mail de contacto deste blog passou agora a ser gatopardo_2.0@sapo.pt.

Direccionem toda a pornografia obscura com que me têm presenteado ao longo dos anos para aqui agora.

 

Melhores cumprimentos do dono aqui da espelunca,

 

Gato Pardo, the one and only

O mundo é uma ervilha...

As mais diversas pessoas escolhem o anonimato na escrita pelas mais diversas razões.

Ou porque o que abordam é demasiado pessoal, porque não estão para serem criticados pela sociedade em geral, porque sim ou simplesmente porque...sim! Tão e somente. Nunca me incomodou o anonimato das pessoas com quem "dialoguei" aqui. Não julgo as pessoas pela aparência, peso, crenças religiosas ou o que o valha. E se nunca lhes vi o rosto, não perco um minuto de sono por isso. Cada um é como cada qual. Mas reservo a mim o direito de opinar sobre o que me dá ganas. Doa a quem doer.

Hoje tive um dejá vu. Algo que já havia acontecido uns bons anos atrás e que uma vez mais aconteceu. É estar a fazer algo perfeitamente banal e ouvir algo sobre o Gato Pardo. Não a pessoa por detrás da personagem, mas sobre a personagem em si.

Lisboa. A caminho de casa lembrei-me que não tinha tabaco. Simplesmente para não ter que sair de casa mais tarde, parei no posto de combustível mais próximo e toca de comprar dois maços de John Player. Estava eu na fila quando ouço duas mulheres mais à frente a dizerem algo do género...

 

- Ocasionalmente, leio o blog do Gato Pardo. Alguma vez leste?

- Não. Alguma coisa de jeito?

- Nem por isso. Totalmente machista, arrogante e sem pingo de boa educação. Mais um idiota na blogosfera com demasiado tempo nas mãos...

 

{#emotions_dlg.unheart}

O horror...A tragédia...

Admito. No meu âmago, sorri. Não é todos os dias que nos cruzamos com uma versão de inquéritos de rua sobre o felino.

Bem, vamos lá dissecar isto...Bisturi! Esponja! Motosserra! Dicionário de vernáculo da Porto Editora! Check... Vamos lá então...

Primeiro, vamos lá deixar a hipocrisia de lado. Não me recordo de ter assinado documento algum quando criei o blog que me obrigasse a escrever mediante a vontade alheia dos leitores. Se é esse o desejo de algumas pessoas, vão comer pipocas (o que para bom entendedor e leitor assíduo, sabe bem o que significa) e arrotar postas de pescada para outra freguesia (ops, lá fui eu arrogante outra vez...Que chatice...). A minha "arrogância" vem com o pacote (que inclui também o sarcasmo, a ironia, 1/4 de vernáculo e 2 kg de arroz Basmati). Há quem lhe chame arrogância, eu chamo-lhe incontinência verbal (que falta a muito boa gente). Resumindo, nada a fazer. A arrogância faz parte do charme juntamente com os cabelos brancos.

Machista...Hum, isso é conversa de quem das duas, uma. Ou lê o blog na diagonal (nunca recomendei a leitura do blog ao mesmo tempo da utilização de um vibrador, as letras ficam pouco legíveis e a leitura quase impossível) ou nem sequer o lê. Machista não sou. Muito pelo contrário, até. Cheira-me que foi falta de adjectivos depreciativos na altura. Mas dou um desconto.

Sem pingo de boa educação. Bem, isto na minha cartilha é muito relativo. Considero mais má educação falar pelas costas de uma pessoa (que só por acaso era o que as meninas estavam a fazer, embora sem saberem, right?) do que mandar alguém à m*rda olhos nos olhos. E eu tenho uma lista razoavelmente extensa de pessoas que caem na segunda opção que podem corroborar o que estou a escrever.

Idiota com demasiado tempo nas mãos. Bem, quanto a isso nada a fazer. Cada qual tem a sua forma de ver as coisas, mesmo aquelas sobre as quais nada conhece. Por exemplo, eu não conheço (nem tenho particular desejo em conhecer) nenhuma das duas mulheres em questão mas posso dizer que nos breves dois minutos que partilhámos o mesmo espaço geográfico da Galp, tirei as seguintes ilações.

- Cinto (sim, porque embora homem eu sei o que é uma mini saia) amarelo com mini mini top cor de rosa fluorescente não é apelativo. Chama-se cegueira. Grave!

- Falar 3 decibéis acima do nível sonoro que nos rodeia só é válido num concerto dos Moonspell. E apenas válido para o vocalista. E não, não vá vestida dessa maneira para um concerto dos Moonspell. Um conselho de amigo (que não sou mas fica o conselho na mesma).

- É um bocadinho de mau tom gozar (sim, porque não foi brincar) com pessoas que estão a fazer o seu trabalho como foi o caso da senhora que estava à caixa. Respeitinho é muito bonito. Aparentemente um conceito que vos é ligeiramente desconhecido.

O mundo é verdadeiramente uma ervilha. Giro, não é?

Ostras? Não, meus amigos. A solução deste país reside nos enchidos...

Este país peca por originalidade. Iniciativa.

Por exemplo, se o raio das ostras são consideradas afrodisíacas (o chamado Viagra dos sete mares), porque raio não hão de as alheiras e as paiolas alentejanas pertencerem à mesma categoria? Causam satisfação inebriante, prazer gastronómico (isso se ninguém se lembrar de usos alternativos para elas)  e o chamado orgasmo das papilas gustativas.

Exportássemos metade da nossa produção de charcutaria sob o argumento de meter o grelo aos saltos e a gaita de pé e tínhamos os problemas do PIB resolvidos.

É como digo, tudo uma questão de ponto de vista.

 

Uma caixinha catita que permite pesquisar as entranhas dos últimos anos de posts. Muito útil, principalmente porque nem eu já me lembro de metade do que escrevi...

 

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